São Paulo, 09 de outubro de 2025 — Em um marco sem precedentes na história do Estado de São Paulo, o Tribunal de Justiça realizou uma cerimônia de entronização do Oxê de Xangô, o machado sagrado símbolo da justiça e do equilíbrio para os povos de matriz africana.
O evento, realizado na sede do Tribunal, reuniu autoridades do judiciário, representantes das religiões afro-brasileiras, líderes culturais e religiosos, além de convidados especiais. O ato solene teve como objetivo reconhecer o valor espiritual, simbólico e cultural das tradições africanas que contribuíram para a formação da identidade brasileira.
O Oxê de Xangô, agora exposto permanentemente na sede do Tribunal, representa a justiça divina, a verdade e o poder de decisão. Para os adeptos do Candomblé e da tradição iorubá, Xangô (ou Sango) é o orixá que rege o equilíbrio, a ética e o julgamento justo — valores essenciais também no campo jurídico.
Durante a cerimônia, destacaram-se discursos emocionados que ressaltaram a importância de promover o respeito à ancestralidade africana e de reconhecer as religiões de matriz africana como parte legítima e fundamental da cultura nacional.
“A presença do Oxê de Xangô no Tribunal simboliza não apenas a fé, mas o compromisso com a justiça social, com o combate ao preconceito religioso e com a valorização da diversidade espiritual do povo brasileiro”, afirmou um dos representantes religiosos presentes.
A entronização do machado sagrado no espaço do poder judiciário é vista como um gesto histórico de reparação e reconhecimento, reafirmando que a espiritualidade africana é também um pilar de sabedoria e ética.
Com essa iniciativa, o Tribunal de Justiça de São Paulo dá um passo importante rumo a uma justiça mais inclusiva e representativa, que reconhece o legado dos povos africanos e afrodescendentes como parte essencial da construção da nação.
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