O Jornal Grande Axé repudia ato de intolerância contra terreiro de Kimbanda
#_QUEM_CALA_CONSENTE__NÃO_SE_CALE
O Jornal Grande Axé vem a público manifestar seu mais profundo repúdio a qualquer forma de intolerância religiosa.
Na noite de, 27 de outubro de 2025, por volta das 20h27min, um terreiro de Kimbanda teve o início de seu culto interrompido pela Brigada Militar. Segundo relatos, duas viaturas com oito policiais solicitaram o encerramento da cerimônia sob a justificativa de “barulho do tambor”, mesmo com o culto tendo iniciado há menos de 10 minutos.
Durante a abordagem, os policiais informaram que, caso retornassem por novas denúncias, seria necessário notificar a casa. A liderança do terreiro reportou à comandante da ocorrência que a prática estava dentro da lei, sendo informada de que seria necessário providenciar isolamento acústico para a realização do culto, levantando questionamentos: “Desde quando um terreiro precisa disso?”
Em nota, Pai Luan Lenzzi, do Abassé Kabala Elêsùn, declarou: “Não aceitaremos ofensas, ataques ou discriminações que visem silenciar nossa fé e nossos rituais sagrados”.
A liberdade religiosa é um direito garantido pela Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, inciso VI, que assegura:
“É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias.”
Além disso, o artigo 208 do Código Penal Brasileiro tipifica como crime o ato de escarnecer ou impedir cerimônias religiosas, com pena de detenção e multa. A Lei nº 7.716/1989, em seu artigo 20, também criminaliza práticas de intolerância ou discriminação por motivos religiosos, com pena de até cinco anos de reclusão.
Pai Lenzzi reforçou: “Qualquer ato de intolerância contra a Umbanda, Kimbanda, Nação ou qualquer outra expressão de fé não é apenas um desrespeito espiritual é um crime perante a lei”.
O Jornal Grande Axé reafirma seu compromisso com a paz, a justiça, a educação e o diálogo inter-religioso, ressaltando que o verdadeiro axé nasce do respeito e da união entre os povos de fé.
Direção Geral jornal Grande Axé.


Deixe um comentário