
O Ponto e Centro de Cultura Ilê Asé Omin Yalodê Olá, de Itanhaém, emitiu uma Nota de Repúdio nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025, para denunciar atos de racismo e intolerância religiosa ocorridos em 02 de novembro de 2025 na cidade de Praia Grande/SP.
Durante uma celebração pública em memória dos ancestrais, o Babá Leandro foi violentamente interrompido em seu direito de culto, sendo agredido verbalmente e ofendido com expressões racistas e intolerantes.
O episódio, que teria sido registrado em vídeo, envolveu o Padre Thomas, da Igreja Nossa Senhora das Graças (Bairro Ocian). A nota afirma que o padre desrespeitou não apenas o sacerdote do Candomblé, mas “todo um povo que carrega a força e a ancestralidade de uma tradição afro-brasileira milenar”.
🚨 Conivência de Autoridades e Exigência de Justiça
O Centro de Cultura Ilê Asé Omin Yalodê Olá aponta uma grave questão: a ação do Padre Thomas teria contado com a conivência de autoridades presentes. A nota menciona que agentes da polícia e um representante da Secretaria de Cultura do município “nada fizeram diante da violência sofrida”.
A organização manifestou sua solidariedade ao Babá Leandro, à EKEDY Monique e a toda a comunidade de matriz africana, e exige providências imediatas:
- O caso deve ser investigado com rigor pelas autoridades competentes.
- Os responsáveis devem ser responsabilizados na forma da lei.
⚖️ Racismo Religioso é Crime
A nota de repúdio reforça que o racismo religioso é crime, previsto na Lei 14.532/2023, e que a liberdade de crença é um direito constitucional garantido a todos os cidadãos brasileiros. “Nenhuma fé deve se sobrepor ou desrespeitar outra”.
O Ponto e Centro de Cultura Ilê Asé Omin Yalodê Olá conclui a nota afirmando que seguirá firme na luta por respeito, dignidade e liberdade religiosa, com o lema “Nenhum terreiro a menos! Nenhum silêncio diante do racismo!”.


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