O MAU AXÉ COMEÇA NA PONTA DA LÍNGUA




O que destrói o teu axé não é feitiço de ninguém. Não é demanda, não é olho gordo, não é espírito perdido te rondando. O que destrói o teu axé é o que tu mesmo leva dentro do peito e solta pela boca. É quando tu pisa na casa de um irmão não para somar, mas para catar defeito, fazer fofoca, reclamar do que nem é teu. É quando tu começa a falar mal do fundamento do outro sem entender a raiz, sem saber o porquê ele faz isso ou aquilo, sem buscar compreender nada. Apenas critica, apenas fala, e depois não entende porque tua vida não anda.

Teu axé se desfaz quando tu abre a boca para julgar a incorporação ou a ocupação do teu irmão, sem conhecer a missão da entidade, sem saber o que ela veio ensinar ou corrigir. Tu olha de fora e se acha no direito de opinar sobre o que não entende. E axé nenhum floresce em língua maldita, porque a palavra carrega força, abre ou fecha caminhos, levanta ou derruba.

E quando teu irmão faz um ebó, uma festa, uma homenagem, um batuque, ali teve gasto, teve sacrifício, teve bicho, tambor, bolo, bebida, comida, teve tempo, teve entrega, teve fé. Então, se tu vai, vá para aproveitar, para honrar, para respeitar o axé levantado. Não vá para catar, não vá para sair falando mal. Teu dinheiro não fez falta nenhuma e não acrescentou em nada. Quem destrói é tua língua, não o fundamento, não o orixá, não a casa.

O axé se quebra quando tu perde a humildade. Quando tu esquece que cada casa tem seu caminho, cada fundamento tem sua verdade e cada irmão tem sua missão. Às vezes não é demanda, às vezes não é inveja. Às vezes é só tua boca te atrasando.

Muito axé
Mestre Dr hc Ewald Koch
Crédito : Pai Thales D’ Xangô

Deixe um comentário

Descubra mais sobre O.F.E

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo